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Faltam 60 dias…

“Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio.”
(Martin Luther King)

Esse ano trabalhei para chegar no dia 28/11 e poder ter uma bela surpresa. E desde sexta-feira, 28/11/2008, tenho refletido sobre a situação atual e concluí: o basquete gaúcho merece um dos meus mais empolgantes textos. Livre, solto, sorridente, aliviado, vibrante e amoroso. Nada de ferocidade ou indignação. Não sei se vou conseguir, mas preciso me esforçar para traduzir em palavras o que senti quando recebi a informação que um grupo de basqueteiros transformou todos os anos de silêncio, de sussurros desconfiados, de ameaças e perseguições em um grito de liberdade. Saber que pessoas que enfrentei em quadra, que admirei da arquibancada e de técnicos que me inspiraram se mobilizaram – alguns ainda tentando fugir da razão, da auto-proteção que a mente determina para seguir o caminho que seus corações indicava – me lançou como um foguete ao espaço e, de lá, pude ver o Rio Grande do Sul pulsando, em plena sístole, jogando energia por todos os rincões. E sangue é vida e a vida dos que ousam nunca é mal vivida, como se em vão fosse. Não. Hoje os gaúcho podem ter a certeza que se fará luz novamente em nosso basquete e toda a energia jorrada nesses dias, através de nossas ações, se converterão e momentos de êxtase com a revitalização da forma de pensar e fazer basquete no RS.

Nesses dias só tenho conseguido pensar que verei o brado retumbante de técnicos, martelo e bigorna vibrarão novamente com o eco das torcidas e o prazer de jogar basquete voltará aos atletas, pois pisarão em quadra sabendo que só seu potencial técnico, sua determinação tática, seu esforço físico e sua armadura psicológica definirão o resultado de seus jogos. Voltaremos ao tempo em que um clássico SOGIPA X GNU me fazia sair de Bagé até nossa capital para me deliciar no ginásio da Quintino vendo Milho, Kawuin, Pitu comandarem suas equipes disputando cada milímetro da quadra, cada curva da bola e exaltando cada chuá, seguido de nosso descompromissado sorriso pela magnitude do feito. E eu lá, o guri de Bagé que driblava todos eles imaginariamente pelas subidas e descidas da Rainha da Fronteira, presenciando aqueles momentos históricos e aprendendo a ler o jogo, a analisar a frieza dos craques e a avaliar os meus limites.

Ah, meu sonho de ver um Corinthians Sport Clube, não mais com Ary Vidal, mas com seu legado e comandado pelas feras da casa, Bola ou Gilmar Weiss, não está longe. Lembrar, através dos novos talentos surgidos no Cestinha, dos moleques que eu enfrentara na adolescência e que jogavam ao lado de Brunão, Piru, Darci, Eleno, Muller, Nei, Gordo, entre outros, de uma época que meu coração batia forte quando enfrentava o Corinthians e eu projetava o dia que lá jogaria… Por golpe do destino, por mudança nas políticas esportivas, minha geração praticamente acabou não tendo essa fase adulta nas quadras, mas que disputamos jogos inesquecíveis tenho certeza que todos lembram.

Esses clubes rondam, ainda hoje, meu imaginário e minha emoção maior é ver a força de vontade de grandes nomes de nosso basquete lutando para reerguer o Cruzeiro, histórico clube de nosso esporte; ver a raça do jovem elenco do Java, jogando por prazer – amadoristicamente – e movimentando a região de Estância Velha. E o que dizer da resistência dos moleques do Santa Cruz Basketball que se recusam a ficarem de fora e continuam lutando bravamente a cada bola disputada, em diversos campeonatos? E entre os novos clubes, o trabalho de longa data do Ubirajara em Lajeado, reforçado constantemente pela persistência de Xis e Bira, tanto com as vencedoras equipes de base, quanto com o adulto que alçou vôo para todo o Brasil. E o que dizer do legado do saudoso César e do Cesare que culminou com a criação, pelo Rodrigo Barbosa, do Caxias Basketball e novo destaque estadual e regional, quiçá nacional em breve.

Esses novos dias surgem em minha mente há anos. Nunca desisti do sonho de ver um grupo sério, determinado, coletivamente responsável assumindo a responsabilidade de mudar o basquete de nosso estado que, nem nos piores pesadelos, imaginei que pudesse chegar ao fundo do poço. Nunca deixei de sonhar nesses anos que estive sepultado, expurgado como leproso da quadra de basquete por contestar o óbvio, o risível, por que nada mais o são os atos que suportamos nesses últimos 14 anos de ditadura sorridente e cordial no tratamento público, mas mal intencionada nas quatro paredes da FGB. Também vejo o basquete de Pelotas naufragar… Lembro de dias em que vi as tábuas da arquibancada tremerem e o barulho ser enlouquecedor e, mesmo assim, desfilar pela quadra da Marechal Floriano, sabendo do vazio que fazia a bola murchar no canto direito da entrada e penso que ainda temos solução para nossos jovens terem experiência semelhante as minhas memórias, dessa vez no Ginásio do CEFETRS em Pelotas ou mesmo do Militão em Bagé. Será novamente possível sair desse grito gemido e me sentir livre para ver o melhor do basquete gaúcho surgir e florescer, em jogos empolgantes e em quantidade.

Assim flutuo, entre as lembranças do passado e os sonhos para o futuro. Vamos contar, pois só faltam 60 dias, no máximo, para novas pessoas, com idéias oxigenadas assumirem a FGB, sob o comando de Jeffersson Garcia da Silva. E junto veremos muitos grandes clubes ressurgindo, como Guanabara de Livramento, União de Uruguaiana, Cruz Alta, Passo Fundo… Mas, por favor, não pensem que sou ingênuo ao ponto de imaginar que, como mágica, eles assumirão e tudo mudará. Não!!! Sei que precisarão de muita criatividade e muita produtividade para fazer multiplicar jogos, reduzir custos e elevar o nível do basquete do meu rincão.

Faltam 60 dias e eu acredito. Faça o mesmo: sonhe, acredite e mude a história do basquete gaúcho. Faltam 60 dias…

Pessoal,

o que eu escrevi ontem? Que seriam informados e tirariam o site do ar, certo? Pois é, não tiraram do ar, mas publicaram a Nota Oficial que convoca para a Assembléia Geral Extraordinária… Só que com número diverso da Nota Oficial enviada aos clubes… Então publiquei as duas aqui, para vocês confirmarem. Veja as imagens e mais explicações em http://www.pbc2005.esp.br/carlosalex/maracutaia_2.html. Por favor, divulguem, denunciem, reflitam sobre essas atitudes…

Ahh, o que diz o código penal sobre Adulteração de Documento Público? Leiam lá também. Achamos nosso Al Capone… rsrsrsrs

Maracutaia na FGB

Povo da minha terra, vou morrer ou vou ser morto ou vou sofrer um acidente e não verei tudo! Eu sou candidato ao cargo de bobo da corte. Claro, sou o palhaço de King Charles. Explico tudo em seguida, mas antecipo que a FGB, NUNCA VAI VER R$ 10.000,00 do PBC, sendo R$ 6.200,00 referentes a anuidades de 2007 e 2008, anos que não nos permitiram participar por uma dívida de 2006 no valor de R$ 200,00 que se transformou em R$ 3.800,00. Eu quero saber que matemática é essa!!! Deve ser a do Bush. Esclareço que nem a atual gestão, nem qualquer outra, por que contestarei tais valores, se for o caso, judicialmente. Além disso a anuidade de 2006 estava isenta pelo Presidente, ou seja King Charles, com o objetivo de ter basquete em Pelotas. Então: precisam me dizer quantas centenas de cadastros de atletas eu fiz, por que esse valor só se for de quase 200 atletas registrados.

Bem, mas meu post hoje não é sobre o valor de minha dívida que foi motivo de apostas sobre o real valor dela e, creiam, eu perdi. Quem chegou mais perto apostou em R$ 13.000,00 e eu ri. O post hoje trata da maracutaia que se percebe, claramente e aos olhos de todos, inclusive estou enviando cópia dela ao ministério público estadual e federal, como denúncia, por desrespeito a Lei Pelé e ao próprio estatuto da FGB. Explico, mas voc6es precisam acompanhar a seqüência de imagens que colarei abaixo, pois elas explicam o que está ocorrendo e, certamente, logo o site da FGB estará fora do ar ou corrigido. A tal maracutaia é um golpe de esperteza, que só atinge o incauto mais descuidado – já fui um deles – e os clubes que ficam com medo de assumir uma postura firme, que seja em prol do basquete, de seus associados e de seus cofres. Trata-se de proposta de mudança estatutária proposta por dois clubes que estão ligados diretamente ao King Charles. Inclusive eu sinto ter de dizer isso, mas os técnicos se locupletam com favores e espaços como técnicos de seleções gaúchas que, chega a hora de dar o retorno. O retorno está aí: uma assembléia feita para os clubes que apóiam a atual gestão, NÃO DIVULGADA NO SITE DA FEDERAÇÃO e não enviada para o meu clube que, se deve anuidade de 2008, tem o direito de ser convocado para todas as assembléias, inclusive essa extraordinária. A questão do site vocês podem ver na seqüência de imagens ou visitando o site da FGB, como disse até ele tirar do ar o mesmo, pois como quero ser palhaço da corte de King Charles ele recebe, lê e armazena minhas postagens e e-mails informando sobre as notícias mais quentes de nosso basquete.

Me deixem voltar ao tema principal, por favor!!!! Além de não enviar a convocação para este devedor, a nota não está divulgada no bloco de Notas Oficiais da FGB (http://www.basquetegaucho.com.br/notasoficiais.htm). A Nota Oficial nº 060/2008 está em branco, ou seja, minha leitura é de que ela seja a que está publicada como nº 061/2008 (as secretárias fizeram certinho, na ordem e erraram, pois esqueceram do site). A nota Oficial nº 061/2008 refere-se a um jogo de infantil feminino, como vocês podem ver clicando nas imagens abaixo ou nesse link (http://www.basquetegaucho.com.br/no061.htm). Mas… Acontece que o FGB mandou fax para os clubes, provavelmente aqueles que ela acredita estar alinhada com suas idéias e o número da Nota Oficial é 061/2008. Erraram as secretárias!!!! Mas lembram que já contei que é a forma de comunicação com os clubes, inclusive quando precisam enviar a cobrança das taxas de arbitragem.

Qual o significado disso tudo? Simples: ESTÃO ESCONDENDO DOS CLUBES A ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA QUE CONSTA DA NOTA OFICIAL Nº 061/2008. Por que a FGB está escondendo dos clubes uma nota oficial e privilegiando somente os “clubes amigos”? POR QUE A NOTA OFICIAL TRATA DE MUDANÇA ESTATUTÁRIA QUE PRORROGARÁ O TEMPO DE PODER DE CARLOS NUNES JUNTO A FGB PARA DEPOIS DA ELEIÇÀO DA CBB, OU SEJA, NOBRE LEITOR: SE FOR ELEITO A CBB, COM O APOIO DO GRUPO PÃO DE AÇUCAR E DA BRUNORO MARKETING ESPORTIVO (TERÁ SIDO IDÉIAS DELE ESSA “CURVA’ VIA NOTAS OFICIAIS?), ELE NEM CONCORRERÁ A PRESIDÊNCIA DA FGB, MAS SE PERDER, ELE SEGURA O OSSO.

King Charles fez maracutaia, lá, lá, lá… King Charles quer ficar no poder!!! Não importa onde seja, poder é poder para King Charles!!!

Se depender de mim ele ficará no poder, mas só até 31/01/2009. Nenhum dia a mais e não volta nunca mais. Espero que mais este fato, aos tantos outros divulgados e aos inomináveis, sirva para os clubes por o pé no freio e para os demais presidentes de federações do Brasil perceberem quem é King Charles.


Clique aqui para ver a figura ampliada ou veja direto no site da FGB http://www.basquetegaucho.com.br/notasoficiais.htm.


Clique aqui para ver a figura ampliada ou veja direto no site da FGB http://www.basquetegaucho.com.br/no061.htm.


Clique aqui para ver a figura ampliada – é a única maneira, pois a FGB NÃO PUBLICOU A NOTA.

Acordem, King Charles só pensa nele. Aliás, no meio do esporte amador, quem sabe dizer em que King Charles trabalha, já que não existe remuneraçào ao presidente da FGB e, como sabemos, ele é turista por aqui? Qual a fonte de renda de King Charles? Ah, ele vive dos impostos que cobra dos plebeus e dos valores absurdos e falsos que coloca na conta de quem se afasta e se posiciona contra as maracutaias que arma.

Faço
parte do Centro Esportivo Virtual há muitos anos, quase que desde sua
fundação, há 12 anos. Entre tantas comunidades que temos por lá, uma
delas debate a legislação esportiva, composta basicamente por advogados
ligados ao esporte, seja por paixão, por trabalho, tanto no clube,
quanto no STJD, especialmente o da CBF. Bem, hoje surgiu o debate sobre
as taxas das federações e, no meio dele, o que as federações possuem de
gastos e que vantagens elas repassam aos clubes. Pois bem, falamos de
bolas de futebol, objeto de desejo, de cobiça e sonho de muitos de nós
na infância e que, hoje, nem sabemos o custo de mercado de uma delas.

Agora,
imagine, caríssimo interlocutor, um clube, quanto desse material
precisa para desenvolver seu trabalho de base e de formação?

É
óbvio que hoje passei a manhã refletindo sobre o tema, entre médico e
casa e sala de espera – infelizmente rompi os tendões do tornozelo e do
pé, escapando o de Aquiles, graças a Deus. Fui a pesquisa e descobri
que algumas federações, como a Paulista de Futebol, recebe bolas e
disponibiliza sete para que o clube mandante a tenha no dia de jogo, ou
seja, são as bolas reservas que ficam com os gandulas e que também
ficam sob a guarda de cada clube. Provavelmente patrocínio. Também
descobri que muitos clubes recebem essas bolas da federação.

Pois
bem, fui ao basquete. Até pouco tempo atrás, no site da FGB, estava
explicita a mensagem de que as bolas da penalty custavam R$ 110,00
(isso depois do acordo CBB/Spalding, por que antes custava R$ 180,00).
A bola é bola_penalty1essa que vocês vêem na imagem e que servirá de merchadising
não solicitado pela empresa, mas, pelo qual, aceito contribuição para a
manutenção do site. Brincadeira a parte, o mesmo material é fornecido a
várias  federações de basquete no país, como forma de divulgação da
empresa e consolidação da marca entre os praticantes do nosso basquete.
Confirmei que a FPB recebe e repassa para os clubes, gratuitamente, as
referidas bolas. Não me disseram o montante, mas são muitas caixas
(quantas bolas vem em uma caixa?). Nos sites das federações de Santa
Catarina e Paraná não está nada explicito, mas o logo da referida
empresa aparece sempre.

Então,
me resta perguntar: onde está o dinheiro arrecadado com as bolas
vendidas pela FGB e que ela GANHOU da Penalty para DISTRIBUIR
GRATUITAMENTE entre seus associados? Execuções fiscais, reuniões
“sigilosas” em São Paulo com apoio da Bunoro Marketing Esportivo,
material de doação vendido… Até que ponto os clubes suportarão isso?
Até ser vendida a sede da FGB?

Consultei a Brunoro Marketing Esportivo pelo formulário existente no site da empresa (www.brunorosports.com.br) com um texto de apresentação e questionando sobre patrocínio obtido por eles para o basquete gaúcho. Além da apresentação inicial, o questionamento se resumia no seguinte paragráfo:

[...] Bem, meu contato tem o objetivo de buscar confirmar o patrocínio que tua empresa conseguiu, via Pão de Açucar, para o basquete gaúcho. Há uma boataria por aqui e eu gosto de saber a verdade, até para não incorrer no erro de cobrar algo que não é verdadeiro. Além disso, sei que tua empresa é contratada para fazer o marketing da campanha do Carlinhos ou do Grego à CBB, por isso o questionamento, pois o patrocínio pode ser para contribuir com a eleição/reeleiçào de ambos a CBB, mesmo que se caísse no basquete gaúcho seria magnífico. [ipsis litera]

A resposta foi a que segue:

De: Thiago Scuro [mailto:thiago@brunorosports.com.br]

Enviada em: quinta-feira, 6 de novembro de 2008 12:53
Para: carlosalexsoares@gmail.com

Assunto: RES: Contato Site Brunoro

Prezado Carlos,

Não existe envolvimento algum da nossa empresa com patrocínio do Pão de Açúcar ao basquete gaucho. Assim como você estamos torcendo muito pelo crescimento do basquete, é uma modalidade com um grande potencial e temos certeza de que em pouco tempo irá retomar o seu posicionamento no mercado esportivo.

Agradecemos o seu contato e seguimos a disposição.

Abs

Thiago Scuro

Minha leitura foi rápida: não estamos patrocinando o basquete gaúcho (ele não nos interessa), mas estamos apoiando o presidente da Federação Gaúcha de Basketball como candidato ao cargo de Presidente da CBB (comandar esse marketing nos interessa). Justo e louvável para uma empresa. Sim, essa é minha interpretação do e-mail enviado por Thiago Scuro, da empresa do Brunoro, já que não falaram nada sobre a afirmativa de que estavam fazendo o marketing do Carlinhos e/ou do Grego à CBB. Qual a diferença? Para mim fica claro que o atual presidente da FGB não está nem um pouco preocupado com o basquete gaúcho, mas tê-lo sob seu comando permitirá levá-lo ao plano do utilitário, servindo para o seu crescimento pessoal, através da utilização do seu status de presidente da FGB e a infra-estrutura que dispõe a entidade em prol de seus interesses pessoais. Isso é típico de políticos que se elegem para cargos locais e/ou regionais e em dois anos concorrem a cargos máximos na esfera federal, abandonando uma quantidade enorme de pessoas que confiaram a representatividade por quatro anos e não terão a quem recorrer.

Precisava falar disso para lembrar de todo o desserviço prestado nesses quatorze (14) anos pela atual administração da FGB, sendo que pelo menos oito (8) deles como assessor da presidência da CBB e o monte de nada que veio para o basquete gaúcho nesse período. Vejam tudo isso: a facilidade para obter um patrocínio para concorrer à presidência da CBB e a eterna dificuldade de conseguir centavos para desenvolver o basquete gaúcho. Se consegue esses apoios lá, prometerá trazer o mundo para o RS se for o presidente da CBB, como fez nas últimas campanhas quando se tornou Assessor do grego e de lá só trouxe duas clínicas, ambas por iniciativa dos clubes, que pressionaram o coordenador de seleções para vir ao RS.

Mas em quem votar, então? Quem pode ser o dirigente do nosso basquete que se preocupe com as questões locais? Jeffersson Garcia da Silva é essa pessoa. Por quê? Simplesmente por que acredito na proposta que está construindo e no rol de colaboradores que se forma em torno dele. Com certeza o trabalho feito a frente da equipe de Vera Cruz, do qual era supervisor, e da AGABAS, da qual é o presidente, mostram a dedicação e a agregação de valores capazes de contribuir com o trabalho que procura desenvolver. Essa é a diferença fundamental: visão empresarial para gerenciar o esporte com qualidade, agilidade, eficácia e sabedoria de que nada se constrói sozinho, mas em equipe. Qual a equipe atual da FGB? Duas secretárias e o presidente… Ahhh, tá…

Sabendo de minha posição frente as questões do basquete gaúcho e nacional e do esporte brasileiro, conversei com o Jeffersson sobre essas questões e pedi autorização para divulgar sua primeira mudança frente à FGB: vai solicitar aos clubes que aprovem mudança estatutária, após ser eleito e já na assembléia de posse, que deve ocorrer quinze (15) dias depois da eleição, que limite a recondução do presidente por apenas uma vez, ou seja, o ciclo presidencial na FGB não ultrapassará oito (8) anos, caso o trabalho seja bom e uma recondução for apoiada pelos clubes, em eleição democrática e com voto secreto, para não gerar pressão sobre os votantes. Isso, por si só, já mostra uma mudança de visão administrativa, de utilidade e de prestação de serviço em prol do basquete gaúcho. Se já fosse presidente, me disse Jeffersson, já teria feito isso, pois crê que mais de oito (8) anos representa um continuísmo que em nada contribui com o basquete e a oxigenação, necessária e inevitável, deve ocorrer para que o basquete não fique estagnado, se transforme em feudo e viciado nas mesmas ações. Concordamos nesse ponto.

Por isso tenho insistido que os clubes gaúchos devem refletir, trocar idéias com co-irmãos sobre essa hipótese concreta de mudança, evolução e não se agarrarem nas pressões, possíveis e míseros favores que a atual administração pode vir a fazer, muito menos na simples cedências de procurações que ocorreram no passado em troca de meia dúzia de bolas. Digo isso por que, da mesma maneira que soube e denunciei a reunião em São Paulo, coordenada diretamente pelo Brunoro e o apoio do grupo Pão de Açucar à campanha e não ao basquete gaúcho, sei que o pedido para “fazermos aquele mesmo esquema e depois mando umas bolas para vocês jogarem aí” já está ocorrendo diretamente e através de intermediários. Reflitam: uma mudança, quem sabe, pode trazê-los de volta para o centro do basquete gaúcho, que é o esporte federado. Participar do esporte federado é sinônimo de impulso para desenvolver o basquete em nossas regiões e cidades.

Essa não é a única proposta, pois outras para massificar o basquete estão em estudo e sendo elaboradas para agregar e desenvolver o basquete no maior número de municípios do RS. No mínimo, trazer de volta esses associados que se afastaram por taxas exorbitantes será uma meta a ser concretizada. E nada de oferecer bolas de basquete para que vocês votem no Jeffersson. Essa é uma escolha por melhores dias e o trabalho que será desenvolvido é o dever de cada presidente.

Por tudo isso, por essas iniciativas que meu voto é do Jeffersson Garcia da Silva, ex-atleta da modalidade (de clubes e seleções de base nos anos 1980), empresário bem sucedido em Santa Cruz do Sul e que já demonstra estar se apropriando das necessidades que temos, dos vícios existentes e construindo as propostas com as mudanças que o basquete gaúcho precisa.

Nosso basquete já foi uma potência. SOGIPA ganhando campeonato de clubes, Corinthians Sport Clube conquistando brasileiro, seleções sempre na ponta, grandes empresas patrocinando o nosso esporte. Infelizmente, a realidade é outra. Estamos em queda livre em um abismo que se não fizermos algo não terá volta por muitos anos. Cadê a força do Corinthians? Nem no estadual adulto está. Cadê a SOGIPA? Enfrenta uma crise sem precedentes e a base do basquete, felizmente, está nas mãos de um dos mais competentes técnicos gaúchos. Cadê os patrocinadores? Fogem da FGB. Todos eles. Por quê?

Tudo bem, alguns vão falar do contrato da FGB com a RBS TV e eu vou dizer: o que diz nesse contrato? Qual a vantagem para a FGB como administradora do basquete gaúcho? Dizer que o basquete vai aos quatro cantos do RS é uma mentira, pois a TV COM (canal que transmite os jogos) só tem sinal na grande Porto Alegre e para quem tem tv a cabo no interior do RS, ou seja, não atinge 30% da população, em uma grande expectativa de alcance. Eu posso falar da Brasil Telecom que me apoiou em 2005 e o presidente da FGB veio pedir contato com o marketing da empresa para falar e mostrar o projeto: tomou um chá de cadeira e um não retumbante.

Nesse cenário, esperar-se-ía que a FGB estivesse permanentemente em alerta, em busca de um patrocínio para sacudir o basquete no RS. Mas não é que Joãozinho conseguiu um patrocínio forte e não está anunciando!?!? Pior: até o momento não irá trazer o mesmo para o RS. Sim, João, o fake que faz os convites a 10 presidentes de federações regionais para encontro em São Paulo neste sábado (08/11) com objetivo de tratar da própria eleição, traindo o grego que lhe deu emprego, renda, status em troca de apoio e agora sente a puxada de tapete. Eu penso em duas possibilidades: usar os apoios que conseguir para transferir votos para o Gerasime, portanto sua candidatura seria uma armação para arrecadar votos. A segunda hipótese é ir em frente, ser candidato e depois de eleito, retribuir ao amigo grego com o cargo de Assistente da Presidência, igual ao que possui hoje. Inversão de papéis, mesma administração e vantagens, caos no basquete brasileiro por mais 4 anos…

Mas, vamos voltar ao Pão de Açucar, afinal doce sempre é bom. Tentei, anos atrás, patrocínio dessa empresa, através do apoio social que ela executa. Fiquei sabendo que isso ocorre em cidades/estados onde possui lojas próprias ou franqueadas. A resposta foi essa: no RS, no momento, não possuímos lojas e blá-blá-blá. Agora, se Carlinhos – sim Joãozinho é Carlinhos, presidente da FGB – consegue patrocínio do Pão de Açucar, através da Brunoro Marketing Esportivo, por que não conseguir um patrocínio com outra empresa que tenha abrangência no RS e fazer o basquete andar por aqui? Não é essa a missão de um presidente de federação? Ao contrário disso, promoverá encontro em hotel na Rua Funchal, em SP, para dez (10) presidentes de federações estaduais para fazer proselitismo político? Em que esse “investimento” é produtivo para o basquete gaúcho? Em nada, simplesmente em nada. Em que termos um campeonato, de mini a juvenil, com 13 clubes é bom para o nosso basquete? Para nós, que temos clubes, não serve de nada essa meia dúzia de jogos.

Massificar é o verbo do momento no basquete gaúcho. Trabalhar pela massificação é a missão de um presidente vinculado ao basquete do RS e comprometido com o desenvolvimento de nosso quadro de associados, pois são eles o motivo da existência da FGB. Massificar significa dar condições para o surgimento de novos espaços em novos clubes e escolas vinculados a FGB e que participem das competições da entidade. Também é necessário fazer um basquete adulto forte, um campeonato de base para a gurizada dos 18 aos 20 anos o ano inteiro, com muitos jogos e intercâmbios com outros estados, mesmo que de informalmente para manter a gurizada ativa para jogar no adulto – não adianta dois quadrangulares, um em maio  e outro em outubro: falo de muitos jogos durante 10 meses. Ao contrário disso, foi alterada a idade (como sugeri, eu sei) e deixando os atletas de lado, sem competições e, logo, sem interesse aos clubes manter uma estrutura para não ter competições. Resultado: no RS, esse ano, banimos o basquete para os jovens de 18 anos, demos a esperança para os de 19 anos e depois lhes tiramos o chão. Não era para criar uma competição subsidiada para essa faixa etária, apoiando os clubes e os atletas gaúchos, trabalhando em prol do desenvolvimento do esporte? É pedir demais para essa administração bom senso, planejamento e organização em prol do basquete gaúcho… É querer demais quando os interesses que os cercam não são o basquete no RS. Infelizmente podemos esperar patrocínios magníficos, encontros de luxo em São Paulo em prol da disputa política na CBB. Talvez por lá ofereça as federações uma votação através de procuração, como ocorre no RS ou subsídios enquanto o apoiarem para estar a frente da CBB.

Até quando seremos tão cegos ou tão coniventes com esse desmanche? Até quando os técnicos se curvarão diante de promessas e ameaças veladas? Até quando o medo da perda do emprego vai superar uma atitude que nos traga dignidade, organização, desenvolvimento e massificação do basquete gaúcho?

Eu continuo aqui, lutando, me expondo e me arriscando para que exista basquete no RS quando meus filhos chegarem na idade de jogar, mesmo sabendo que, por mais qualificados que sejam, permanecendo esse grupo eles não irão ser aproveitados nas seleções de base do RS. Exemplos não faltam…

Durante minhas leituras, encontrei a excelente entrevista do Rosa Branca, concedida ao Basket Brasil. Lá, de repente, ele dispara: “O Tony se candidatará a presidente da CBB e eu tenho certeza de que se ele for eleito o basquetebol brasileiro terá uma nova cara. Eu acho que está na hora de mudar, não sei o que está acontecendo com a CBB, está deixando as seleções muito de lado. O basquete precisa ser bem administrado e São Paulo sabe fazer isso” [grifo e destaque nosso].

Isso é muito importante, pois saímos do campo imaginário e partimos para o real; saímos das especulações e chegamos a um fato concreto, dito por uma das lendas do nosso basquete.: chakmati é/será candidato à presidência da CBB. Agora Grego tem um adversário qualificado e com experiência na condução adminsitrativa do nosso basquete – referência a competentíssima administração que possui o basquete paulista e a possibilidade de transformar o Brasil a partir da experiência de São Paulo. É um desafio e tanto. Coadunar os grandes nomes de nosso esporte em torno de sua candidatura é uma das tantas missões que terá nesses 6 meses que antecedem a eleição na CBB.

Entretanto, ainda paira o temor em relação ao seu vice: quem será? A transparência, honestidade e ética proposta em toda a entrevista por Rosa Branca nunca se concretizará se o vice for Carlinhos Nunes. É fato: ele persegue e diz que foi decisão dos clubes; ele crê que os clubes lhe devem reverência e é ao contrário, pois a Federação só existe por causa dos clubes que são, em primeiríssima análise, os desenvolvedores e multiplicadores do basquete. Nesse aspecto, Rosa Branca disse: “Há divergências entre os clubes e a CBB, os clubes estão discordando de algumas coisas e a CBB, ao que parece, não os ouve e é fundamental que os clubes sejam ouvidos, afinal são eles que comandam o basquete brasileiro“.

Me sinto contemplado com essa frase, pois é o que tenho dito: apesar da autonomia administrativa, Carlos Nunes é nosso empregado, sem salário (????), mas nosso empregado. Onde já se viu um funcionário não prestar contas ao patrão? Onde já se viu um subordinado não ouvir os empregadores durante todo o ano (ele faz que ouve na prestação de contas e nas reuniões técnicas)?

Assim como precisamos mudar  na CBB, não podemos deixar se repetir essa adminsitração desastrosa por mais 4 anos ou mesmo ser substituído por um dos tantos que apóiam incondicionalmente Carlos Nunes na FGB, permitindo que seja turista no RS e residente no Rio de Janeiro, onde é Assessor do Grego na CBB, ou seja, seu vice (quem é?), o diretor técnico ou mesmo a secretária geral ou ainda o presidente da AGOB, que concorda com essas aberrações (pois se cala), como a intervenção branca na Associação Gaúcha de Oficiais de Basquete, criada para gerar autonomia e garantir os pagamentos das taxas sem os atrasos que Carlinhos promoveu na FGB logo após a primeira eleição e que se estendeu por anos. Limpeza total na CBB e na FGB. Vou plagiar Janio Quadros: “varre, varre, vassourinha!”.

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